Conheça o Dungeon World e assista uma Sessão de Jogo!

Olá Pessoal

Estamos de volta com mais Roleplay (ou Actual Play como queiram) rolado com uma galera muito bacana (que você vê no vídeo) pelo Google Hangouts. O último jogo que repassei minhas experiências foi o Mouse Guard (veja como foi clicando aqui), jogo gringo de primeira. Desta vez fomos de Dungeon World, jogo também gringo, mas que em breve (para a sorte de vocês) será lançado em português pela Secular Games!

Vou tentar passar as minhas impressões sobre o jogo e ao final tem o vídeo da sessão para vocês tirarem suas próprias conclusões:

O Dungeon World

O DW é um hack do jogo Apocalypse World, de Vincent Baker, e que propõe-se a ser um jogo de pegada “Old School” mas com regras inovadoras. Como o termo “Old School” é bastante complexo de se definir, posso afirmar apenas que as regras são realmente inovadoras.

O Grupo

Acredito que todos os jogadores na sessão tinham um background bastante forte de D&D, pois durante as conversas preliminares cada jogador escolheu uma classe, sendo que alguns queriam saber qual era a classe dos outros para poder escolher a sua. É clássico em D&D se formar um grupo diversificado para que estes somem suas especialidades. Me pareceu que no Dungeon World estes papeis são muito bem demarcados, mas dependendo da aventura essa demarcação pode sugerir um predomínio da ação de um tipo de classe.

Tínhamos eu como Bardo, Um Clérigo, Um Ladrão, uma Maga e um Guerreiro. A construção de personagem lembra bastante D&D (com seus 6 atributos), mas com uma progressão diferente de bônus. Além deles temos algumas habilidades especiais de cada classe e raça. Ao escolher uma classe você tem limitações quanto a raça e seu alinhamento tem uma definição mais específica, não ficando no simples Leal, Neutro e Caótico. Uma modelagem bem interessante.

O Bardo é sem dúvida o mais “social” dos personagens e achei bem interessante como o sistema possibilita que o Bardo seja realmente o dono das histórias dentro do Roleplay. Aí entrou um pouco dos meus problemas no jogo, pois apesar de ter jogado D&D (ou algo muito parecido cheio de regras caseiras) por 10 anos, eu nunca entrei em uma “dungeon”. Nossas aventuras eram bastante urbanas, apesar de sempre conter monstros. Acabei me travando um pouco com o Bardo nesse sentido, pois não sabia muito bem como me comportar naquele ambiente. Meus companheiros apesar disso, se saíram muito bem e o Guerreiro é realmente “muralha contra a qual todo o perigo vai se chocar até ser reduzido a NADA”.

Não posso deixar de citar os “Vínculos” (Bonds no original) que você usa para entrelaçar seus personagens desde o início. Lembro que o Franciolli tentou misturar Fiasco com D&Dnext, mas creio que para o que ele queria, os Vínculos serviriam bem. Talvez por inexperiência nós exploramos pouco eles, até pelas escolhas, mas nada que um segundo jogo não melhore.

Regras

Aqui é que tudo fica interessante, pois no DW você joga sempre contra você mesmo. Role 2d6 mais o bônus de atributo conforme a ação que for fazer ( o Mestre busca encaixa-la nos “Moves” para definir o teste). Conforme o valor que você alcança, quanto mais alto melhor, mais próximo do sucesso você está. Quanto menor, mais possibilidades de narrar o que aconteceu você concede ao mestre. Isso funciona muito bem durante o jogo e permite várias reviravoltas. O Mestre não joga dados (há não ser o de dano) e precisa ficar atento as consequências que ele pode dar as suas falhas.

A Aventura.

Outra parte interessante do DW é que ele não necessita de um cenário prévio para jogo, já que boa parte da trama é construída em conjunto com os jogadores através de perguntas que ele faz logo no começo do jogo. Ele assume que somos um grupo e coloca em uma demanda. Os porquês são montados através das perguntas o que é muito legal.

Enfim, apesar de não ser “resenhista” e nem ter essa pretensão, gostei muito do DW e fiquei com aquela vontade de jogar uma aventura mais “urbana” que é mais meu estilo de jogo e principalmente em como criar um “Cenário” para ele sem podar suas características mais marcantes.

Sem dúvida este é um jogo para se jogar e não apenas para preencher a estante.

Agora fiquem com a turma em busca da “Spider Witch” no  Templo Antigo! 😀

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2 pensamentos sobre “Conheça o Dungeon World e assista uma Sessão de Jogo!

  1. Excelente relato, Júlio! O jogo foi muito bom, o pessoal é bacana demais (quem dera eu pudesse ter esse grupo como grupo fixo de jogo presencial!).

    Como aconteceu no Mouse Guard, sofremos com a nossa limitação de tempo e também lutamos para adaptar o jogo para a tecnologia (tempo gasto com fichas, etc). Acredito que o Dungeon World seja muito melhor explorado através de várias sessões ou mesmo uma campanha, assim como o Mouse Guard. Vimos apenas uma pequena porção dos moves, e mal deu para explorar o sistema. Mas o que exploramos eu gostei e muito! Só uma pena que a minha dor de cabeça durante o final de sessão tenha atrapalhado tanto.

    Estou digerindo a nossa sessão para escrever um report de sessão como o seu, mas mais focado no sistema. Vamos ver se consigo explicar o que aconteceu “por trás das câmeras” na sessão.

    Grande abraço!

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