Por que abandonei o RPG! (o termo) – #tecendoteorias

botecott

Olá Pessoal!

Conforme eu comentei neste post, a pausa no programa semanal do Botequim dos Jogos tem por objetivo desenvolver um pouco mais o campo teórico do game design. Apresentaremos, de forma textual, algumas teorias e reflexões já pinceladas durante os programas, mas que iremos aprofundar e desenvolver um pouco mais nesta série que chamaremos “Tecendo Teorias”. Desde já quero deixar claro que não estou aqui “sedimentando pedras” sobre o assunto, mas sim externando reflexões sobre leituras e debates de game design (principalmente de jogos analógicos, mas que também podem ser aproveitados nos digitais) que tem por finalidade estimular a continuidade destas reflexões.

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Eis que decidi iniciar por um aspecto muito importante do desenvolvimento de jogos, que é a conceituação e nomenclatura. Por mais que muitos prefiram “impor” uma nomenclatura de forma retórica ao público, é este que, por costume, acaba definindo o significado de algo e suas correlações. Não adianta definirmos que “Guarda-Chuva” terá esse nome (e tenhamos argumentos irrefutáveis para definir este nome para o utensílio), quando ele é nomeado de “Quebra-Água” pela grande maioria entre aqueles que o utilizam.

Esse caso hipotético serve para refletirmos sobre uso da nomenclatura RPG (Roleplaying Games ou Jogos de Interpretação de Personagem) para dar nome a determinadas manifestação em jogos. Por muito tempo fui entusiasta da utilização ampla do termo, mesmo que sua aplicabilidade fosse pouco coerente já que em muitos jogos não há nem Personagens, nem Papéis, nem Interpretação (em qualquer um dos significados possíveis) ou mesmo Jogo. Mesmo assim era minha ideia recorrente que fazia-se necessária este “ajuntamento” de conceitos sob uma palavra que não lhe descrevia muito bem.

A maioria dos jogadores de RPG (ou RPGistas) tem em suas inferências a ideia clara do que é um RPG e também do que “não é” um RPG e abaixo vemos alguns exemplos destas “apropriações” (mesmo que muitos não tenham essa distinção presente, o ‘grande público’ me parece ser aderente a essa ideia).

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Parece simples para este grande público separar jogos que tem elementos aderentes a ideia comum do que venha a ser RPG (Mestre de Jogo, Personagens, Cenário, “Roleplay” entre outros termos) e diferenciar os outros pela falta ou excesso de alguns desses elementos.

Estes jogos considerados “não é”, acabam ganhando novas nomenclaturas como: “Jogos Narrativistas”, “Jogos Indie”, “Jogos de Contar Histórias” que as vezes são reforçadas pelos próprios autores, fixando um estágio “não é o mesmo porém é” que desvincula a categorização e em certos casos, provoca conflitos de entendimento de regras, proposta ou a própria adesão daqueles que criam uma expectativa baseada em suas inferências prévias.

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Essa desconexão é evidente e gera conflito. As próprias nomenclaturas que usei na imagem acima podem estar completamente errôneas, dependendo muito de quem as analisa e de suas inferências. Violentina é muito mais “Story Game” e Barão de Munchausen seria mais um Drink Game, ou “Vampiro funciona melhor como LARP”, enfim, a confusão é nítida e impulsionada pela intensa transformação nos conceitos e experiências que novos jogos apresentam ao longo do tempo.

Por este motivo que acredito que deva fazer uma retificação a todos aqueles que me disseram que alguns jogos “não eram RPGs” e eu porventura tenha discordado. Vocês estavam certos, eles não são! São outra coisa, e quanto mais os chamamos de RPGs, mais reforçamos sua associação no “conhecimento coletivo”, às vezes a uma inferência negativa inclusive, e restringimos um espectro que poderia ser expandido. A força dos clássicos como formadores de opinião (e um dos maiores, o D&D tem um documentário que estuda esta influência) faz com que, ao se mencionar a sigla para um “semi leigo”, este possua uma série de inferências que estão muito pouco relacionadas a experiência que terão com esses jogos “que não são RPG”.

Por este motivo, a proposta do “Tecendo Teorias” é abordar estes jogos analógicos de outra perspectiva mais ampla e adotarei para isso uma nova nomenclatura: “Jogos de Experiência Narrativa”.

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Estes jogos são também RPGs, mas não só estes, pois tentam englobar todas (mesmo que falhem nesse propósito) estas manifestações narrativas compartilhadas. Esta será a nomenclatura que usarei para dar entrada no desenvolvimento das teorias de Game Design para estes jogos e você pode discordar a vontade. Não estou ditando uma regra, apenas fazendo um glossário do termo mais importante da abordagem.

Esta abordagem parte da minha reflexão que sim, há RPGs e “não RPGs” , mas há entre eles correlações que podem ser aproveitadas ao pensarmos seu desenvolvimento. Desta forma, não seria coerente chamar de Roleplaying Games, quando na verdade a busca é por algo que está acima (não no sentido de melhor, mas sim mais abrangente) do conceito estabelecido pelo “grande público” de RPG.

Feito este referenciamento  ao que proponho sejam os Jogos de Experiência Narrativa, o próximo post do “Tecendo Teorias” irá explorar as reflexões sobre quais os elementos básicos que compões uma Experiência Narrativa, desconstruindo a ideia para construir e tentando dissociar algumas questões como “importância das regras”, “Narrativismos, gamismos e simulacionismos” que muitas vezes entram na discussão e funcionam mais com o “esfumaçador” do que esclarecedor. Pontuar estes pilares é parte importante para que o desenvolvimento de um jogo alcance aquilo que se espera deles: Uma experiência singular e divertida.

Se você discorda, deixe seus argumentos nos comentários e acompanhe os próximos posts da série “Tecendo Teorias”! Se concorda, faça o mesmo! 🙂

EDIT: Este artigo continua em A Equação dos Jogos de Experiência Narrativa – #tecendoteorias 2

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28 pensamentos sobre “Por que abandonei o RPG! (o termo) – #tecendoteorias

  1. Importante e necessária reflexão a sua, Júlio. Se me permite uma opinião, me parece estranho que você reconheça a futilidade de convenções de nomenclatura artificiais para, logo em seguida, inventar um termo (“Jogos de Experiência Narrativa”). A única razão que me vêm à mente para isso é a vontade de estabelecer uma certa distância do objeto de forma a tornar a sua análise sobre ele mais palatável. É a lógica do bom e velho eufemismo. Acho que usar esse termo como algo mais do um rótulo acadêmico-teórico criaria um estranhamento parecido com o de chamar uma auto-escola de “Centro de Formação de Condutores”.
    Compreendo a celeuma causada por debates do tipo “Mas isso não é RPG!”, mas, superadas as mentalidades tacanhas, o termo é amplo o suficiente para abarcar muitas definições. Isso porque ele, na verdade, não inclui a maioria das definições que tem sido desafiadas nos jogos pirados de hoje. “Role-Playing Game”, o termo, não presume mestre de jogo, personagem fixo, enredo, cenário, imersão, nem dá nenhuma dica de modus operandi. Nem mesmo “jogo” é uma tradução apropriada. Ao pé da letra, é mais algo como “brincadeira de fingir ser outra pessoa”. Todas as outras concepções que os praticantes do hobby tem acerca do que compõe um RPG são derivadas apenas dos modelos que eles tiveram desde que começaram a jogar. Ou seja, RPG, a convenção. Só tem que, felizmente, a cultura humana não foi programada em um computador, e as convenções mudam com o tempo. Por causa disso continuamos usando a palavra “carro” para algo que não é mais puxado por cavalos, “salário” para algo que não é mais pago em sal, “penal” para algo que não contém mais penas, e por aí vai.
    Por isso eu acho que dizer que um Jogo Narrativo ou um Roleplaying Poem não são RPG é o mesmo que dizer que capoeira e Tai Chi Chuan não são artes marciais. É um apego sentimental a um meme, algo que trabalha contra a evolução natural das coisas e está fadado ao fracasso. Se o termo RPG for um dia suplantado, será de forma natural, provavelmente por uma derivação, assim como o termo RPG suplantou “Wargame” para o tipo de coisa que a gente joga. Não acho que realmente precisamos nos preocupar com isso.

    • Grande João.

      Entendo suas reflexões e concordo com grande parte delas. Minha explanação está no âmbito daquilo que pretendo tratar nos próximos posts. Não estou inventando um nome (ou cagando uma regra como alguns gostam de dizer) para que todos passem a usá-lo, mas um verbete para me referir aos RPGs e os “Não RPGs” como parte da mesma coisa. Apenas me toca que em sua explanação “jogo de fazer de conta que é outra pessoa” já não se aplica ao RPG, pois existem jogos de experiência narrativa que você não é ninguém!

      Grato demais pelo comentário! 🙂

      • “pois existem jogos de experiência narrativa que você não é ninguém!”
        O que me vêm à cabeça é o Microscope. Mas mesmo nele, você assume o papel de narrador da epopéia de uma civilização. No teatro clássico, o narrador também é um papel! Além disso, pense bem, em todo jogo narrativo você está, por um momento, fingindo que algo que não existe é real, e você está se transportando, via imaginação, a uma realidade alternativa! O cinema também faz isso: quando você assiste Star Wars, você não está também fantasiando ser Luke Skywalker? Se só assitindo passivamente o filme causa isso, será que é tão diferente assim a experiência de narrar a vida de um personagem em terceira pessoa e narrar a mesma coisa em primeira pessoa?

      • Mas no Cinema você não tem nenhum poder sobre aquela Narrativa. Você é “espectador”. Mas aí estaríamos relativizando o significado de “ser” (dentro de uma realidade alternativa) para algo que só nos faria derivar pra fora da discussão. Eu acho que entendi seu ponto! 🙂

      • Um outro modo de fazer a mesma reflexão e pensar: quando o jogo encarrega o mestre de narrar as coisas, ele também está fazendo role-play? Porque se sim, não dá pra dizer que só narrar as coisas não é role-play, e portanto jogos narrativos que vc não é nada mais que um narrador também são RPGs. Enfim, já estou divagando.
        Na verdade não acho que seja um problema usar o seu termo acadêmico-teórico para o que você pretende, acho que o objetivo será alcançado.

  2. Oláááááá!
    Acho muito estranho esse tipo de análise. As pessoas têm uma mania bizarra que querer catalogar por cor, credo, idade, sexo. Para mim, tudo ali é rpg (Menos o Once Upon, que é um Cardgame). Se quiser separar o gênero, ou estilo, até vá, mas definir “filo” para RPG apenas o estilo “Clássico” de jogo e o resto com outros nomes, é, IMHO, nada a ver.

    Prefiro então usar TAGS, já que estamos na era do tag

    #Storygame #horror #clássico #rollunder #d20

    e, nas palavras de um grande parceiro de escrita, discutam menos, escrevam mais 😀

    • A ideia é categorizar para poder falar de seu Design… Se você não classifica, não consegue ser coerente em suas reflexões… O objetivo é mais científico que prático nesse caso, já que quem “nomeia” de verdade não somos nós e sim o grande público! 😀

  3. É um apontamento interessante por abordar uma questão cultural, apenas. Eu defendo a amplitude do termo “RPG” – pois ele se fundamenta, principalmente, pelo “role-playing” (o ato de assumir um papel, e se relacionar com outros igualmente asusmidos). Algo que se encontra bem mantido entre os títulos que mencionaste acima.

    Enfim, o que diferencia um “Story Game” de um RPG? Eu não consigo ver uma diferença cabível entre ambos, já que papéis são assumidos no seu âmbito, e contextualizados em uma trama. D&D, Violentina, Fiasco, A Fita, Once Upon a Time… todos eles encontram-se neste espaço, tem esse ponto em comum. Em todos eles você, enquanto jogador, irá assumir um papel (ainda que o mesmo “circule” pela mesa), irá encená-lo em momentos particulares do jogo e acabará fazendo parte de uma trama com os demais jogadores. Neste processo, você não apenas o interpreta, como também o cria – coloca uma parte de si no papel, se apropria dele, como provavelmente o fez em seus tempos de infância: sendo a “polícia” ou o “ladrão”, por exemplo.

    Neste caso, eu concordo que as regras tornam o RPG diferente de qualquer brincadeira, e/ou diálogo. O que pode tornar um jogo “RPG ou não” é apenas a cristalização dos títulos mais marcantes. Dungeons and Dragons, GURPS e World of Darkness são os títulos mais ortodoxos do gênero, e criaram toda uma cultura sobre o jogo (seus conceitos de Jogadores/Narradores, bem como a compreensão sobre regras e diversão) que parece indissociável: “RPG só pode ser jogado desse jeito, pois jogo assim a vida toda e nunca deu errado!” é o que surge dessa cultura protecionista e, até mesmo, preconceituosa.

    Eu já penso que tudo ali citado é RPG, pois as regras delimitam bem o que o jogo propõe, ao mesmo tempo que permitem que cada um coloque uma parte de si no jogo. E é dessa equação (jogadores + regras + contexto) que o RPG surge.

    Enfim, iria deixar duas moedas sobre o assunto e acabei deixando um saco cheio delas! 😀
    Meus parabéns pelo artigo, e que continuemos jogando! o/

    • “…em A Fita você não assume nenhum personagem… apenas descreve o que acontece com eles segundo a perspectiva da câmera.”
      É o que eu queria dizer com a perspectiva em primeira ou terceira pessoa. Porque quando eu descrevo “Eu peguei a faca e parti para cima do assassino” eu estou em uma categoria de jogo diferente de quando digo “Fulano pegou a faca e partiu para cima dele”? Me parece mais uma variação de estilo do que uma mudança fundamental no funcionamento do jogo…

      • Você descreveu exatamente a forma como eu vejo, João: o que difere uma frase da outra é a simples perspectiva, mas continua sendo a mesma essência: o jogador ainda vai assumir o papel de um personagem para dizer o que ele faz dentro do contexto.

  4. achei muito interessante, Julio, e aguardo novas postagens sobre o assunto!
    uma coisa q é apenas minha opiniao, baseada no “achômetro” e ao mesmo tempo em minha experiencia em foruns e outros grupos, é q quando vc diz “isso nao é rpg” (ou quando vc diz “isso nao é old school”), muitas pessoas automaticamente supoe que vc esta falando “isso nao é bom/legal”. como se o termo antigo, o que veio antes ou que é usada a muito mais tempo q os demais fizesse do jogador alguem melhor. nao sei se fui claro, ehehe, mas estou apenas compartilhando o pq eu concordo com vc, e acho q devemos tentar chamar o guarda chuva de guarda chuva. e tb, pq novos nomes nao podem surgir, a medida q novos itens vão surgindo? exemplo tosco, mas a Primeira Guerra Mundial nao começou se chamando “Primeira”, assim como a “Velha Republica” se chamava apenas Rpublica em Star Wars, hehehe

    abraço!

    • Grande Beltra… Esta experiência em Fóruns e afins é a mesma minha e mesmo sabendo que muitos dos que acompanham o que eu faço não fazem distinção nenhuma nesses termos, isso não se reflete na grande maioria dos jogadores. No que tange o Game Design, temos que estar cientes disso e usei esta abordagem para que o texto fosse mais amplamente compreensível. 🙂

  5. Parabéns pelo post e pelo trabalho aqui e no Botequim!

    Mesmo entendendo que a adoção da sua nova nomenclatura vem mais para permitir uma análise mais clara e sistematizada nos proximos posts, acho q ela é sim útil para unificar jogos diferentes. Acredito que o termo rpg ja não mais é unificador como antes, e tanto A Fita como o Cosa Nostra são bons exemplos disso. Não acredito na superação desse termo porém, e acho que jogos em que não se interpretam papéis continuaram sendo chamados de rpgs por muito tempo.

    Ansioso pelo próximo post!

  6. Interessante o tópico e sua argumentação, e também os comentários!
    Adicionando meus centavos de pensamento, digo que há três RPG’s em essência:
    O RPG estilo, o RPG idéia-original e o RPG senso-comum.

    Como uma idéia-original, o RPG aborda os games de plataforma e estratégia, geralmente de guerra, mas visa o foco em um único personagem, um só papel em um evento maior (a partida), na qual o jogador joga mais sob o ponto de vista tático. Como exemplos, temos o início do D&D e jogos como Final Fantasy Tactics ou Fire Emblem.

    Como um estilo, o RPG engloba um estilo de jogo, uma mentalidade de interação que envolve um jogador incorporar um ou mais personagens (geralmente o menor numero possível), e ditar suas ações, agindo e reagindo em um cenário, além de acompanhar sua evolução (tanto em poder, quanto em equipamento, e influência/drama), tudo isso utilizando um conjunto de regras da qual o jogador entende basicamente seu funcionamento, podendo prever com uma certa margem de erro, aonde acaba a sorte e começa a habilidade. Como exemplos, temos os RPGs de mesa clássicos (muitos sendo do tipo anterior), os RPGs virtuais clássicos como Final Fantasy, até os Zelda’s e God of War’s (o conceito é RPGístico, embora o sistema e progressão sejam diferentes), e até mesmo tabuleiros como Detetive ou cartas como Magic the Gathering (nestes casos, o personagem é literalmente o jogador, mas o jogador continua interagindo com o sub-cenário existente, sofrendo as reações de suas escolhas, com um fator controlável de sorte).

    E como um senso-comum, o RPG é o conjunto de fatores e características que um jogador de qualquer tipo de jogo espera encontrar durante um jogo. Sejam os pontos de HP, Mana, Níveis, troca de equipamentos, feitiços, classes, pontos de XP, chefões, vilões, princesas e quests. Estes atributos podem ser encontrados em diversos jogos, e até arriscaria quase todos, apenas de maneira diferente, mas eles estão lá. Veja um Super Mario World: temos pontos de vida (mario com yoshi -> mario grande -> mario pequeno -> morte), temos quests (uma grande, e outra sendo o próprio fato de encontrar os segredos); temos itens melhores (flores de fogo, estrelas, life-ups); classes (mario ou luigi, ou ainda jogar como outros personagens em outros jogos, mesmo sendo um fator estético, todo jogador sempre fala “ah, o Luigi pula mais, pois ele é mais magrinho”, são pré-conceitos de origem RPGística); chefões e vilão decorrente (bowser).

    Como conclusão, o RPG é um termo realmente complexo, podendo ter várias interpretações e sendo alvo de infinitas discussões, mas no final, tudo aponta para o feeling que o RPG possui, e isto é aplicável a (quase) qualquer jogo do mundo, desde que você queira incorporar um personagem ou apenas ser surpreendido por conceitos de RPG, mascarados. Isso se dá pois o simples fato de nos aperfeiçoarmos com um personagem de jogo que você controle, já é um conceito de RPG, você está incorporando-o e interpretando seu papel, mesmo que não haja tanta liberdade, você sente como se fossem suas, as escolhas do personagem. E isso, sim, é RPG.

    • Obrigado pela contribuição macgrein, eu discordo bastante dela como deve ser possível observar no texto, mas creio que nos próximos posts irei esclarecer ainda mais esse ponto! Continue com a gente! 😀

  7. Não entendi a divisão. Em violentina e Fiasco não se interpreta os personagens? o LARP não é um sistema de interpretação ao vivo? BM não é um jogo onde se interpreta um contador de histórias? ou RPG pressupõe ficha, dados e uma mesa? o termo me parece muito mais amplo.

  8. Um dos melhores artigos sobre teoria do RPG que já li na blogosfera. Temos realmente que abstrair sobre o como ver cada segmento de RPG no mercado, e como comporta-se à designações, mesmo achando que tudo realmente para mim é RPG, sem rótulos “fluffs”. Esse artigo ficará como referência para mim em futuras explanações nos #CavaleirosInsones. Boas jogadas!

  9. Pingback: A Equação dos Jogos de Experiência Narrativa – #tecendoteorias 2 | ZeoKang Studio | Game Design

  10. Nós brasileiros usamos o termo RPG por sermos culturalmente uns vendidos! Na França o termo usado é JdR (Jeu de Rôle), na Itália, é GdR (Giochi di Ruolo), em espanhol e castelhano, é JdR (Juego de Roles), então em português deveria ser JDP (Jogo de Desempenho de Papéis) ou JP (Jogo de Personificação) ou JIP (Jogo de Interpretação de Papéis) ou JRP (Jogo de Representação de Papéis)!
    Aliás, Jogo de Desempenho de Papéis é um termo amplo o suficiente para ser usado no mesmo sentido que o seu Jogo de Experiência Narrativa.

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