Game Design - Tecendo Teorias, Goddess save the Queen

Crossplay – sua campanha cruzando jogos diferentes!

Olá Pessoal

Hoje decidi falar um pouco sobre um aspecto que me encanta, principalmente com o crescimento do número de títulos e abordagens de jogos de contar histórias em Língua Portuguesa: Crossplay.

Crossplay nada mais é do que você começar uma história com um setup de regras e conforme o andamento do jogo for se encaminhando para mudar o “status quo” da aventura, você mudar o jogo e seguir com as mesmas personagens, mudando apenas o foco da experiência.

O exemplo prático que queria demonstrar para você é o crossplay entre Goddess Save the Queen (jogo meu e da Carolina Neves) com o Deloyal (Jogo de Jorge Valpaços e Rafão Araujo). Se você ainda não comprou nenhum dos dois, corre nos links que estão no nome de cada. Ambos os jogos possuem uma pegada aventuresca e focada em personagens pulp, o que facilita bastante o trabalho, porém eles trabalham com perspectivas diferentes, não só cronológicas mas de enfoque da experiência.

#GStQueen um jogo sobre viagens em busca de artefatos místicos e perigosos.

No GStQueen, o grupo de protagonistas atua envolvida como Agentes de Inteligência em questões sobrenaturais a serviço do Império Britânico. Sua missão será viajar pelo mundo em busca de artefatos e eventos sobrenaturais, que podem representar um risco ao Império. Ao mesmo tempo, as agentes vêm de colônias sob o domínio da Coroa Britânica, tendo inclusive um “marcador de independência” em suas fichas para verificar o quanto elas tem contribuído com a liberdade de seu país.

Déloyal um jogo sobre opressão e liberdade!

Em Déloyal, as personagens são “Libertadoras”, utilizando suas habilidades para libertar povos da opressão de inimigos maiores e muito perigosos. O foco do jogo está nas ações realizadas para derrubar “pilar a pilar” a sustentação do dominador.

Eu sei que você já sacou onde eu quero chegar, mas imagine uma campanha que começa com as aventuras das Goddess acumulando sabedoria e contatos, até quando uma delas chega no “nível 10 de independência de sua nação”, momento no qual o jogo indica que o jogador ou jogadora deve abandonar sua personagem para que ela retorne a sua terra natal. Agora imagine um diálogo entre o grupo de personagens onde esta que está de partida convence as outras companheiras a seguirem com ela para sua nação e iniciarem o processo que irá culminar na revolução e libertação de seu povo. Chegou a hora de fazer personagens para Deloyal e viver essa história de libertação podendo até futuramente retornar a ativa em busca de artefatos, só que sem seu patrono original, já que elas romperam com sua missão original. Ou seja, as possibilidades são inúmeras.

Este é apenas um exemplo de tantas possibilidade. Imagine um campanha de D&D que culmine com a vitória do grande vilão, levando as personagens para uma ambientação de Shadows of Demon Lord? Ou mesmo uma campanha de Áureos (em uma América fantástica) onde após os dançarinos da lua se libertarem, consigam um barco e iniciem uma aventura nas águas, ao melhor estilo de 7º Mar.

Aproveite as múltiplas possibilidades e focos que cada jogo pode fornecer, criando novas possibilidades para as histórias que você está contando! E você, que outros crossplays já fez ou teve ideia após ler esse artigo? 🙂

2 comentários em “Crossplay – sua campanha cruzando jogos diferentes!”

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